Dizem-nos os jornais de hoje que a maioria das urgências só fecha depois das eleições legislativas…
A Câmara Municipal de Évora volta a assinalar em Março o Mês da Juventude, tendo divulgado esta quinta-feira, 28, o programa da iniciativa. Algumas das ofertas de animação, de debate e de formação resultam das propostas feita por várias associações juvenis do concelho e muitas dessas actividades vão contar com a participação directa de jovens na sua execução.
O PCP vai apresentar um projecto de lei de alteração à Lei do Financiamento dos Partidos, que prevê a redução dos limites máximos, bem como do tecto fixado para as despesas partidárias com as campanhas eleitorais.
O treinador de «Os Belenenses» recebeu um convite para assistir à gala Soccerex London Forum 2008, que terá lugar a 9 de Abril, no Estádio do Wembley, em Londres, mas disse à Comunicação Social que tinha sido contactado por um responsável da empresa e manifestou o seu orgulho por ir receber um prémio destinado a distinguir o melhore treinador da época de 2006/7.
O reitor da Universidade de Évora, Jorge Araújo, associou-se ao protesto de cerca de duzentos professores e funcionários da instituição, que se concentraram durante meia hora em protesto contra a "asfixia financeira" da UE.
Diz-nos o «Jornal de Negócios» desta terça-feira que “Portugueses pediram dois mil milhões à banca para investir na bolsa”, o que nos deixa algumas interrogações. Quem? Quantos?
O II Congresso das Açordas, que decorrerá em Portel entre os dias 7 e 9 de Março, pretende assumir-se como um fórum de referência, onde os profissionais e especialistas irão contribuir para uma melhor compreensão da relação entre gastronomia, tradição e evolução.
Vale a pena clicar para se deliciar com o que de bom e bizarro se faz em Portugal no que diz respeito a portas e janelas…
A ligação rodoviária entre Portalegre e o Caia será feita através do nó do IP 2 em Estremoz, revelou o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. A opção do Executivo contraria a vontade dos autarcas de Portalegre e de Elvas.
É um caso conhecido mas pode ser indicador de que outros estejam no mesmo desmazelo sem que os responsáveis sejam chamados à pedra. E, não nos admira nada que o “director-geral” acabe por ser distinguido pela forma brilhante com que procedeu à mudança dos serviços.
Mas para se perceber como as coisas se passaram atente-se no que nos diz o «Público»:
“Há nove meses que a reorganização da ex-Direcção-Geral de Viação (DGV) deixou ao abandono milhares de multas de trânsito nas antigas instalações regionais daquele organismo, agravando-se o risco de prescrição das contra-ordenações rodoviárias.”
CGTP considera que "não é surpreendente" que as crianças portuguesas sejam das mais pobres da UE, porque a pobreza das famílias tem vindo a agravar-se.
A formação que falta aos bombeiros para actuar no socorro pré-hospitalar é aquela que o Instituto Nacional de Emergência Médica não lhes quis proporcionar. O homem que representa o voluntariado diz-se, por isso, satisfeito com a troca de presidente naquele organismo. Mas admite que Cunha Ribeiro foi, para o próprio INEM, o melhor de sempre.
Um grupo de quatro ou cinco indivíduos assaltou este sábado a bomba de gasolina da BP na Estrada Nacional 10, à saída de Setúbal, levando dinheiro e um telemóvel, disse à agência Lusa fonte da GNR. Pouco antes tinham furtado uma caixa Multibanco no supermercado Lidl, no bairro do Liceu, também em Setúbal.
Segundo a mesma fonte, que se escusou a revelar a quantia de dinheiro roubada, um grupo de quatro ou cinco indivíduos exibiu pelo menos uma arma de fogo, mas abandonou o local numa viatura de alta cilindrada, sem molestar a funcionária que se encontrava de serviço.
(Notícia: Ag.Lusa)

Naide Gomes bateu, no meeting de Estocolmo, o seu próprio recorde nacional de salto em comprimento de pista coberta, revela o site oficial do «Sporting»
A atleta do Sporting acrescentou três centímetros (6,93) à sua anterior marca (6,90). No concurso, Naide garantiu o segundo lugar depois de fazer 6,86, 6,88, 6,75, dois saltos nulos e a nova marca nacional. À sua frente ficou a russa, Irina Simagina, que saltou 6,96, conseguindo a melhor marca mundial do ano.
Em Estocolmo, destaque ainda para outra atleta do Sporting, Sandra Teixeira que, nos 1.500 m, conseguiu correr a distância em 4.14,72, correndo assim abaixo da marca exigida para integrar a Selecção Nacional no próximo Campeonato do mundo de Pista coberta, a realizar em Valência, nos próximos dias 6 e 7 de Março.
Mário Cláudio recebe no dia 1 de Março, em cerimónia a realizar pelas 19 horas, o Prémio Vergílio Ferreira 2008. O galardão criado pela Universidade de Évora destina-se a ensaístas e/ou romancistas de língua portuguesa.
O Presidente da República admitiu que há dificuldades a ultrapassar em Portugal a nível social, conforme alertou a associação cívica SEDES, mas defendeu que os portugueses não se devem "resignar" perante os problemas.
Muito bem, senhor Presidente!
Mas já experimentou dizer isso aos senhores que dizem dirigir o País?
A SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, uma das mais antigas e conceituadas associações cívicas de Portugal, diz, num documento dirigido ao País, que se sente em Portugal “um mal estar difuso”, que “alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional”. Este mal-estar e a “degradação da confiança, a espiral descendente em que o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento”.

Textos de Luiz Pacheco
António Revez – Interpretação
Carlos Curto - Direcção
Quinta-feira, 21 de Fevereiro, 18:30 horas
SPA – Sociedade Portuguesa de Autores.
Auditório Maestro Frederico de Freitas.
Av. Duque de Loulé, 31, Lisboa
O Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de S. Sebastião tem a casa de banho dos homens avariada há um mês. Os senhores são obrigados a deslocarem aos lavabos das mulheres quando têm necessidade de efectuar exame à urina.
Um doente que se deslocou ao Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de S. Sebastião, em Vale do Cobro, há três semanas, deparou-se com uma situação insólita e no mínimo caricata.
Segundo o utente, em declarações a «O Setubalense», quando chegou ao centro ao fim da tarde, marcou a consulta de urgência e aguardou na sala de espera, cheia como é habitual, pela respectiva chamada do médico para ser atendido o mais breve possível. Na consulta, foi indicado para fazer o exame à urina e foi aí que começou uma verdadeira aventura, digna de um país de terceiro-mundo.
A médica deu ao utente um copo de plástico bem grande (igual aos dos cafés e bares para servir a imperial), para fazer para ali a urina. Foi explicado que teria de sair do consultório e utilizar a casa de banho da sala de espera. Ora, quando ia para entrar nos lavabos dos homens, deparou com a porta fechada e sem indicação nenhuma de que estaria avariada. A solução foi entrar na casa de banho das senhoras para efectuar a respectiva urina para análise. Feita, lá foi o doente, com o copinho na mão, à vista de toda a gente para a enfermaria.
Outro caso caricato sucedeu. O doente foi entregar o copo à enfermeira que lhe disse expressamente para não largar o mesmo (até parece que estava a lidar com um leproso) e colocou a dita “fitinha” para o exame. Depois, mandou despejar o copo com urina, novamente na casa de banho junto às consultas. O utente alertou a mesma de que os lavabos dos homens estava fechado mas a enfermeira não deu qualquer solução e obrigou-o a voltar. Mesmo, perante os protestos, não aceitou que se utilizasse a casa de banho interna (dos funcionários), que bastava puxar o autoclismo.
Perante este quadro, o doente apresentou, no dia seguinte uma reclamação no Centro de Saúde. Nova surpresa, a direcção do centro não sabia que a casa de banho dos homens estava avariada e estranhou o comportamento da enfermeira. Na reclamação, é referido que “tal situação é humilhante” e considera que “foi humilhado publicamente e violado o direito de sigilo do doente”. Refere-se ainda que “não foi informado de qualquer alternativa” e que “para tal não aconteça com outra pessoa alertou as entidades”. Além disso, exige que “sejam apuradas responsabilidades civis junto das entidades competentes”.
Para espanto do utente, quando precisou de utilizar o Serviço de Atendimento Permanente, na passada quarta-feira, deparou-se exactamente com o mesmo cenário. A casa de banho estava fechada e sem qualquer indicação. Segundo nos disse o mesmo, perguntou à funcionária o que se passava e teve como resposta de que não há dinheiro para fazer as obras. E assim vai a saúde em Portugal.
Florindo Cardoso – Jornal «O Setubalense»
Comissão Disciplinar da LPFP instaura processo disciplinar ao treinador do Nacional, Predrag Jokanovic, tendo suspendido o técnico provisoriamente por 45 dias.
O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, reagiu com "estupefacção" às declarações do ministro do Ambiente, Nunes Correia, que responsabilizou as autarquias pelas cheias. O representante dos municípios defende que a culpa principal é do Governo.
O ministro Teixeira dos Santos quer a economia a crescer não como um foguete que "sobe a cai de imediato" mas "ao estilo dos balões de S. João que são mais duradouros". Desde miúdos que conhecemos a expressão: "Ó patego, olha o balão!"
Apesar do agravamento da taxa de desemprego no ano passado, para oito por cento, o primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o Governo vai conseguir cumprir o objectivo de criar 150 mil novos postos de trabalho até ao final da legislatura.
"Desde que iniciámos funções, a economia gerou 94 mil postos de trabalho. Não vejo nenhuma razão para que no próximo ano e meio não consigamos ter mais emprego e conseguirmos atingir o nosso objectivo", afirmou o primeiro-ministro aos jornalistas, à entrada do Centro de Saúde de Torres Vedras, ao comentar a taxa de desemprego hoje divulgada pelo INE.
Sócrates destacou a baixa do desemprego para 7,8 por cento no último trimestre de 2007, uma descida de 0,4 pontos percentuais face ao trimestre homólogo. "Entre Dezembro de 2006 e Dezembro de 2007 temos menos 19 mil desempregados. Pela primeira vez, temos uma diferença tão grande de um ano para o outro", afirmou o primeiro-ministro.
José Sócrates considerou a descida homóloga da taxa de desemprego de 8,2 para 7,8 por cento no quarto trimestre do ano passado como "sinais muito positivos para a evolução da nossa economia".
Sobre o facto de a média anual da taxa de desemprego se ter agravado de 7,7 por cento em 2006 para oito por cento em 2007, o primeiro-ministro desvalorizou, afirmando apenas que há "uma tendência de descida muito positiva".
A taxa de desemprego baixou para 7,8 por cento no último trimestre de 2007, um valor inferior ao dos meses anteriores, mas que não foi suficiente para impedir um agravamento no conjunto do ano, para oito por cento.
O número de desempregados no quarto trimestre atingiu os 439,5 mil e no total do ano, o INE estima que o desemprego afectasse 448,6 mil pessoas.
Por Lusa, PUBLICO.PT
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, promete que será “mais amigo” dos contribuintes.
Estamos de acordo quando o ministro diz que tem de melhorar, claramente, a relação com os contribuintes.
O «Diário de Notícias» dá-nos como título a toda a largura da página 18, que “Rui Rio volta a elogiar Governo e irrita partido” e explica que “pela segunda vez em pouco mais de um mês, Rui Rio volta a dizer bem do Executivo PS. Depois de ter dito que não se queixava de Sócrates, ontem o autarca veio reconhecer que foi este Governo que ‘desencalhou’ o reforço dos efectivos da Polícia Municipal. E ainda lançou farpas aos governos PSD-CDS”.
A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação defendeu, em Marco de Canavezes, que a intervenção junto dos cidadãos com deficiência deve ser “credível e sustentável”.
Idália Moniz considera que essa credibilidade facilitará as razões com a comunidade e sobretudo a integração plena das pessoas com deficiência.
Câmara da Azambuja coloca acção em Tribunal contra o Estado onde reclama uma indemnização de 908.000 euros por isenções de impostos concedidos à General Motors.
Sporting, Vitória de Setúbal, Moreirense, FC Porto, Gil Vicente, Naval 1.º de Maio, Benfica e Estrela da Amadora garantiram presença nos oitavos de final da Taça de Portugal.
Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, propôs ao presidente da federação espanhola, Angel Maria Villar, a organização conjunta do Mundial de 2018.
Atento, Cavaco Silva defendeu que Portugal tem outras prioridades.
Manuel Alegre recusa eleições internas no PS e garante que só vai às urnas «no país». Deputado acha que «o povo português está triste» e que há ausência de debate no partido: «tudo começa e acaba no Governo». É preciso «construir uma alternativa» ao «pensamento único»., disse.
Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos, criticou o encerramento de serviços de urgência e apelou para que a ministra Ana Jorge "tome medidas" para "repor a confiança dos portuguesas no seu sistema de saúde".
Baltazar Pinto, director nacional adjunto da Polícia Judiciária, classificou a polémica em torno das declarações do responsável máximo da PJ, Alípio Ribeiro, sobre o facto do casal McCann ter sido constituído arguido em Setembro último, como "um mal-entendido", acrescentando que estava a referir-se ao 'timming' da constituição de arguido, que será esclarecido no seu devido tempo".
E, de facto, deve ter sido mal entendido, mas já se começa a entender…
Segundo revela o Blogoperatório, a primeira revista LVT deste ano já por aí anda.
Deste número o José Teófilo Duarte destaca o texto de Fernanda Câncio sobre os comerciantes da Baixa que não querem vender. Mas há mais: David Lopes Ramos foi até à zona de Palmela perceber o que por lá se come e bebe. Carla Maia de Almeida falou Com Ana Teresa Vicente, presidente da autarquia. Carla Amaro falou com José Eduardo Carvalho, presidente da NERSAT - Núcleo Empresarial de Santarém. Guto Ferreira e Pedro Soares fizeram os retratos desta gente toda. A DDLX, tratou da edição e imagem.
Os textos podem ser lidos aqui.
Miguel Lopes Barreira, do jornal Record, premiado no World Press Photo 2007, com a imagem do desportista Jaime Jesus numa competição de bodyboard na Nazaré.
Está no Diário de Notícias desta sexta-feira:
Dez anos de investigação resultaram numa reportagem que conta os 13 anos que a corte de D. João VI passou no Rio de Janeiro como uma aventura. Para lá da caricatura, o jornalista Laurentino Gomes defende que o DNA do Brasil está em 1808, ano em que uma corte "corrupta" fugiu de Napoleão.
O conselho de ministros aprovou, esta quinta-feira, medidas de apoio às regiões que sofrem de problemas de interioridade.
O «Público» desta quarta-feira diz-nos que: "Em 12.500 hectares junto à costa atlântica, o Grupo Espírito Santo vai instalar oito mil camas residenciais, três mil turísticas, 14 aldeamentos turísticos, 250 moradias e três campos de golfe".
Selecção de sub-21 assegura presença na final da 8ª edição do Torneio Internacional do Vale do Tejo, ao bater a Escócia por 2-1, com golos de Saleiro e Pelé.
Diz o juiz desembargador Eurico Reis, ao Diário de Notícias desta segunda-feira:
“O dever do director da PJ é estar calado”.
Está no «Blogoperatório» assinado pelo José Teófilo Duarte:
O Presidente da República foi homenagear o rei morto há cem anos. A festa foi em Cascais e meteu estatuária e tudo. Cavaco lamentou: "Quis o destino que D. Carlos enfrentasse tempestades. Quiseram os homens que lhe não fosse dado tempo para as superar". Será que o Presidente se refere aos crimes da monarquia? Serão essas as tempestades que incomodaram o rei? Mas qual a razão do lamento de Cavaco? Será o Presidente monárquico? Ou será que está tudo doido?
O «O-Gota», inspirado numa reportagem emitida este domingo pela SIC diz que 38.000 portugueses, com menos de 30 anos, não conseguem ler esta frase por não saberem ler.
O deputado do CDS-PP Telmo Correia assinou cerca de três centenas de despachos como ministro do Turismo na madrugada do dia em que o novo executivo, liderado por José Sócrates, foi empossado no Palácio da Ajuda. Apesar de estar em gestão corrente, o ex-ministro do Governo de Santana Lopes fez uma verdadeira maratona que quase não lhe deu tempo para se inteirar do que estava a assinar à pressa, após ter passado mais de uma dezena de dias sem ir ao Ministério do Turismo.
O primeiro-ministro José Sócrates foi, este sábado, a Sever do Vouga pedir autógrafos aos alunos do programa de novas oportunidades que alcançaram o nível secundário de certificação escolar, "por serem um exemplo para o País".
"Não vou embora sem vos pedir um autógrafo", disse José Sócrates a Maria Leonor Tavares, Jorge Martins, Célia Pinho e José Pinheiro, após assistir às provas que prestaram com aproveitamento perante o júri, para a melhoria de habilitações, no Centro de Novas Oportunidades de Sever do Vouga.
Afirmando-se recompensado pelo acto a que assistiu, José Sócrates comentou que "não há melhor para um político do que ver concretizar o que se concebeu em teoria", referindo o lançamento do programa de novas oportunidades pelo seu governo, no âmbito da prioridade à inovação e ao conhecimento do plano tecnológico.
"Precisamos de andar mais rápido e não temos tempo para esperar por novas gerações mais qualificadas, pelo que é necessário que os que estão a trabalhar se qualifiquem mais", disse.
O primeiro-ministro referia-se ao défice de qualificação do país, em que, dos 5,2 milhões de activos, somente 30 por cento completaram o ensino secundário.
"Quero elogiar a vossa coragem no momento em que se decidiram inscrever no programa de Novas Oportunidades e não há melhor investimento individual do que melhorar as qualificações. É uma prova de coragem e de grande dignidade reconhecer socialmente que precisavam de saber mais, de voltar à escola e enfrentarem o exercício da avaliação", elogiou.
Recordando que, "durante anos a fio, muitos carregaram o estigma de não terem acabado o ensino secundário, sem terem outra oportunidade", o primeiro-ministro sublinhou que "não cabe ao Estado fazer a vida das pessoas, mas é sua missão criar-lhes oportunidades".
"Gostaríamos de ver o vosso exemplo seguido, porque a melhoria da qualificação é bom para vós e também é o melhor para o País e já há 360 mil portugueses que, como vós, se inscreveram no programa novas oportunidades", concluiu.
O programa Novas Oportunidades é dirigido à população activa para permitir a melhoria da qualificação académica e profissional, enquanto exercem a actividade laboral, bem como para desempregados que tencionam melhorar as habilitações para terem acesso ao mercado de trabalho.
MSO.
Lusa/Fim
E já são três os países da União Europeia que ratificaram, no parlamento, o novo Tratado de Lisboa. Mas podiam ser quatro, se a oposição eslovaca não tivesse feito o novo tratado refém de uma lei nacional controversa. Bratislava aprovou uma lei dos media, criticada até pela OSCE, e em retaliação os partidos conservadores saíram do hemiciclo na hora de votar o tratado. Agora faltam cinco votos para o ratificar.
FOTO: Rui Gaudêncio
Sócrates assinou durante uma década projectos da autoria de outros técnicos
José António Cerejo consultou aleatoriamente 1000 processos na Câmara da Guarda
José Sócrates assinou numerosos projectos de edifícios na Guarda, ao longo da década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele. Nalguns casos, esses documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário do município e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.
O primeiro-ministro diz que assume “a autoria e a responsabilidade de todos os projectos” que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu “sempre nos termos da lei”. Embora se trate de uma prática sem relevância criminal, as chamadas “assinaturas de favor” em projectos de engenharia e arquitectura constituem uma “fraude à lei”, no entendimento do penalista Manuel Costa Andrade, e são unanimemente condenadas pelas organizações profissionais dos engenheiros técnicos e dos engenheiros.
A actividade privada do actual primeiro-ministro como projectista de edifícios era publicamente desconhecida até que, em Junho do ano passado, um antigo presidente da Câmara da Guarda, o também socialista Abílio Curto, a ela se referiu numa entrevista. “Uma vez disse-lhe [a José Sócrates] que ele mandava muitos projectos para a Câmara da Guarda, obras públicas, particulares. (...) O que sei é que nem todos os projectos seriam da autoria dele. Mas isso levar-nos-ia muito longe e também não vale a pena”, afirmou o ex-autarca à Rádio Altitude, pouco depois de ter terminado o cumprimento de uma pena de prisão por corrupção passiva.
Obra quase desconhecida
Ausente dos seus currículos, o trabalho de Sócrates como projectista é muito pouco conhecido. Mesmo os seus amigos da Guarda ignoram se essa actividade se estendia a outros concelhos. Questionado pelo PÚBLICO, Sócrates confirmou que exerceu “funções privadas” desde 1980, mas nada adiantou quanto ao número, natureza e localização das obras que projectou.
O arquivo camarário da Guarda mostra, porém, que essa actividade, no caso daquele município, teve algum relevo. O PÚBLICO consultou aleatoriamente mil processos de licenciamento de obras particulares de entre os cerca de 4000 submetidos à autarquia entre 1981-1990. E só nessa amostra de um quarto da totalidade dos processos encontrou 27 com a assinatura de José Sócrates. No essencial, trata-se de casas de emigrantes, ampliações e anexos mas também dois edifício de habitação colectiva.
Destacam-se os processos em que o primeiro-ministro, então engenheiro técnico ao serviço da vizinha Câmara da Covilhã, assina – quase sempre com reconhecimento notarial – peças manuscritas, nomeadamente memórias descritivas, termos de responsabilidade e cálculos de betão, em que a caligrafia usada nada tem a ver com a de José Sócrates. Muitas vezes, essa caligrafia, inconfundível, é a mesma que aparece nos autos das vistorias realizadas no fim das obras pelos técnicos da Câmara da Guarda: a letra de Fernando Caldeira, colega de curso do primeiro-ministro e que, por ser funcionário do município, estava legalmente impedido de subscrever projectos na área do concelho.
Noutros casos, os trabalhos manuscritos apresentam uma caligrafia que não corresponde nem à de Sócrates nem à de Caldeira, e alguns deles aparecem dactilografados. Comum a muitos dos projectos assinados pelo técnico da Covilhã, que em 1986 se tornou líder distrital do PS em Castelo Branco, é o facto de serem rapidamente aprovados, apesar dos reparos e observações críticas dos arquitectos da repartição técnica da Câmara da Guarda e até dos pareceres contrários da administração central.
Coincidente em muitos deles é também o facto de os donos dessas obras garantirem que José Sócrates não é o autor dos projectos das suas casas. Dos 13 proprietários que o PÚBLICO conseguiu localizar – muitos dos outros residem no estrangeiro e alguns já faleceram –, apenas um, António Lourenço Fresta, confirmou que foi com ele que “tratou do assunto”.
“Só o conheço da televisão”
Alguns, como Aníbal Beirão, um empresário de Porto da Carne, não só negam que Sócrates tenha tido alguma intervenção nas suas obras, como identificam claramente quem o fez. “Tratei de tudo com o eng. Caldeira e foi a ele que paguei. Agora quem assinou não sei”, diz.
Outros, entre os quais António Caldeira, também empresário na mesma aldeia e irmão do engenheiro Fernando Caldeira, desmentem a ligação do primeiro-ministro às suas obras e apontam para autores mais ou menos incertos: “Isto não tem nada a ver com o Sócrates”, garante António Caldeira. No entanto, o projecto da sua fábrica de blocos de cimento, construída no interior de uma zona urbana, foi assinado em 1990 pelo deputado socialista que então mais se destacava na defesa do Ambiente. Segundo o empresário, o autor foi um conhecido arquitecto da Guarda. Sucede que nessa época este ainda nem sequer tinha concluído o curso.
Já o ex-emigrante José Pereira Ramos não hesita em identificar Cristóvão Pereira, um desenhador da câmara local, como autor do projecto da sua casa. “Foi a ele que paguei. Ao Sócrates só o conheço da televisão.”
Entre alguns engenheiros e arquitectos da Guarda, que pedem anonimato, a versão que corre sobre a ligação profissional de Sócrates à Guarda é simples e é assim resumida por um deles: “Havia aí um grupo de técnicos da câmara que açambarcava uma boa parte dos projectos de casas dos emigrantes. Como não podiam assinar punham o Sócrates a fazê-lo, porque ele era da Covilhã e não tinha esse problema” de impedimento legal.
De acordo com esta versão, o grupo era composto por Fernando Caldeira, António Patrício e Joaquim Valente, todos engenheiros técnicos e antigos colegas de José Sócrates no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra. O primeiro e o segundo são hoje directores de departamento na Câmara da Guarda e o último, que apenas foi técnico da autarquia em 1980 e 1981, tendo depois desenvolvido a sua actividade em duas empresas que criou, tornou-se presidente da mesma Câmara em 2005. Dos três, só António Patrício nega que alguma vez tenha tido relações profissionais com Sócrates. Os outros admitem ter trabalhado com ele, mas sempre “para ajudar pessoas a resolver os seus problemas”.